terça-feira, 21 de outubro de 2008

Trash ou cult?

Nesta semana fiquei pensando em filmes antigos que me impactaram por algum motivo.
Lembro de um filme que me impressionou bastante na época do lançamento: Hellraiser - Renascido do Inferno, do diretor Clive Barker (1987). Não tive coragem de assistir todo, fechava os olhos em algumas cenas, porque sentia medo. MUITO MEDO. Há alguns meses decidi rever essa obra prima do terror (agora todinho, sem fechar os olhos!), e saí à caça de um exemplar em várias locadoras, até encontrar. Montei todo um esquema, com pipoca etc., chamei filhas pra verem comigo e avisei: óh, se preparem prá sentir MUITO MEDO. Apaguei todas as luzes prá rolar aquele clima de medaço. Claro que eu esqueci que 21 anos tinham se passado desde que assisti pela primeira vez, e que os efeitos especiais (tão bons na época! O que aconteceu???), agora eram o que chamam de trash. Bom, minhas filhas não entenderam muito bem meu conceito de “medo” (nem eu, nessas alturas...) e desistiram de assistir, assim, no meio do filme mesmo... mudei meu conceito e agora chamo de filme “cult”. Bom, tou abrindo um espaço para os filmes “cult” (de preferência, não necessariamente trash), que me marcaram.
Nesse primeiro “Cult Movie” apresento um marco dos “filmes-delírio”: "Videodrome - A Síndrome do Vídeo” (1983), direção e Roteiro de David Cronenberg, conhecido pela variedade de filmes polêmicos que fêz (e que muitos simplesmente amei - falarei de vários deles em breve, nos próximos posts “cult-movies”). Mas vamos lá ao Videodrome:



É um filme fantasioso e assustador como poucos. Considerado o mais destruidor da carreira de Cronenberg, é um filme pessimista e cheio de alucinações.
James Woods – o máximo, em início de carreira - é o empresário Max Renn e proprietário de uma pequena estação de televisão a cabo, conhecida por apresentar programas de sexo e violência em sua programação fora dos padrões. Um dia, ele recebe informação sobre a transmissão de um programa clandestino onde pessoas eram torturadas e assassinadas de verdade. Ao investigar a origem do programa, Max descobre que a transmissão é de um "show" de televisão chamado “Videodrome” (alguma coisa do tipo "Arena de vídeos"), uma experiência secreta cujo objetivo é transmitir imagens de violência que alteram as percepções de quem assiste, causando danos fatais no cérebro através de um tumor, e criando uma série de alucinações bizarras numa confusão mental entre realidade e fantasia. Não se sabe o que realmente acontece e o que é imaginação: tudo é passado como se realmente estivesse acontecendo (e está, do ponto de vista do personagem).
Well, espero que 25 anos depois ainda seja muito bom... vou comprar milho prá pipoca - de nuevo - procurar mais esta obra prima nas locadoras...e assistir ...mas sozinha dessa vez, claro....hehehe.

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